20 março 2013

O DIA DO MEU ANIVERSÁRIO É, NO MÍNIMO ESTRANHO... 

Dias antes, no próprio dia, ou dias depois do meu aniversário, inevitavelmente, eu me coloco a pensar em tudo que essa data significa para mim, é um misto louco de sentimentos quase inexplicáveis: nostalgia, euforia, tristeza, alegria.

Não sei por que, quase sempre, no dia do meu aniversário, tenho vontade de me esconder dentro do armário. Por mais que eu me esforce, eu não compreendo muito bem o por que das afeições somente uma vez, um dia a cada ano. Não pense que é questão de carência, ou de egoísmo. Eu só não entendo mesmo o porque de tantos se voltarem para mim com tanta atenção, uma única vez ao ano.

Embora eu receba muito carinho nesse momento, não deixa de ser um dia estranho para mim. Sabe, eu me emociono com cada recadinho, cada e-mail, cada ligação, me alegro com as presenças, sejam físicas ou emocionais, fico muito feliz, embora um pouco sem graça, ao receber os presentes, me divirto com as brincadeiras, valorizo bastante o esforço de cada um para fazer daquele momento, um momento especial para mim, mas fico a pensar: Quem me dera metade desse afeto ao menos uma vez por mês, para, assim, amenizar, de vez, cada tristeza escondida no meu ser.

Mas já me acostumei com a ideia de que mesmo que essas pessoas não estejam presentes de alguma forma nos proximos 364 dias, ficará a doce lembrança de que para elas em algum momento eu cheguei a ser lembrada como um alguém especial... E tendo isso no meu coração, eu terei bons motivos para conseguir amenizar a tristeza que se esconde no meu ser... E, muitos outros bons motivos para me sentir mais feliz, um novo ser num ser já existente, em busca de ser alguém bem melhor a cada dia!!!

Fazermos aniversário, será uma chance de percebermos que os anos passam e não voltam mais? Que não teremos mais a chance de sermos crianças, novamente, sem preocupações, vivendo muitos momentos lúdicos? Que a nossa adolescência foi embora tão rápido, assim como tem passado todos os dias da nossa vida? Que a nossa juventude está passando sem que consigamos cumprir muitas das nossas metas, e realizar muitos dos nossos sonhos? Ou, que a velhice está por vir, sem muitas expectativas?

Bom! Aniversário se apresenta como um Ano Novo, particular de cada um, é um momento certo para pararmos e pensarmos o que podemos fazer para mudar o que está ruim, e também de nos sentirmos gratos por cada dificuldade superada e por cada dádiva alcançada.

Fazermos aniversário pode ser uma chance de aprendermos mais, com novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas, sorrir novos motivos e chorar outros, é amadurecer, um pouco mais, e olharmos a vida com uma ótica diferente, um novo prisma e com novas percepções.

E, ainda assim, pensando no quanto seja estranho aniversariar, vamos tentando continuar vivendo mais feliz que triste, ano a ano, dia a dia, aniversariando mais uma vez, outra e sempre, até o último suspiro da nossa existência, apagando velinhas para que nasçam estrelas, proporcionalmente, para iluminar a nossa vida.

Vannessa Adryanna

04 outubro 2012

CONSCIÊNCIA ALINHADA

Em toda a nossa jornada de vida,
desbravaremos vários caminhos.

E, sinceramente, não importa se
muito longos ou bem curtinhos.

Provavelmente, nos depararemos
com muitos e inevitáveis espinhos.

E, lutaremos para o nosso coração
não corresponder com desalinhos.


Vannessa Adryanna

NÃO ME ESQUECER

No silêncio da madrugada,
enquanto você dorme bem,
eu me arrisco, me atrevo
e alguma coisa eu escrevo.

Pensando que quando seu
dia amanhecer, e você bem
descansado, se despertar,
quem sabe, de mim lembrar.

Depois, por mais atordoado
que seja seu dia, nem por um
minuto, você, queira e nem
consiga de mim, se esquecer. 


Vannessa Adryanna

PROCESSO DE AMAR

Diversos sentimentos, cumprindo
MANDADO DE PRISÃO,
nos APRISIONAM às pessoas, 
de maneira INAFIANÇÁVEL.

Já cumprindo PRISÃO PREVENTIVA, 
encerra-se o devido INQUÉRITO,
então, pronuncia-se o PROCESSO, 
e como réus somos JULGADOS.
 
Por todo o TRÂMITE PROCESSUAL, 
a nossa razão nos ACUSA,
enquanto a nossa emoção nos DEFENDE, 
ambas, de formas implacáveis.

E, ao final de tudo, nos CONDENA, 
com uma dosimetria penal injusta, 
sem nenhum direito ao 
ARREPENDIMENTO libertatório.

Então, só precisamos saber 
ADVOGAR bem, e a tempo, para
defendermos uma melhor maneira 
de cumprirmos a nossa PENA.

Pois, sem termos DIREITO 
a uma DELAÇÃO PREMIADA, 
e pela grande severidade que envolve, 
nada de PENA ALTERNATIVA.

Precisamos de PROVAS elencadas 
aos AUTOS DO PROCESSO de
forma ser CULPOSO, e não DOLOSO, 
com ATENUANTES, e não AGRAVANTES.
 
No máximo um DOLO EVENTUAL, 
onde assumimos o risco 
de qualquer consequência por 
IMPRUDÊNCIA, IMPERÍCIA ou NEGLIGÊNCIA.

Numa consciência certeira de que 
nos haverá uma CONDENAÇÃO,
então, que o melhor nos aconteça, 
num justo andamento e jugamento.
 
Possivelmente, termos GRADES, 
nos cerceando o direito de ir e vir, 
e com uma imperiosa incerteza de uma 
possível ou não segurança PRISIONAL.

Ou, termos ALGEMAS, atando nossas mãos, 
e apertando o nosso coração,
na esperança de PROGRESSÃO PENAL 
à LIBERDADE CONDICIONAL.

Que estejamos atentos para 
conseguirmos uma CÉLERE DECISÃO, 
e não deixarmos que tudo corra à REVELIA, 
sem nossa mínima participação.

Antes de se esgotarem todos 
os possíveis RECURSOS, pois depois
somente nos resta a resposta definitiva 
do TRÂNSITO EM JULGADO.

Vannessa Adryanna

RETROCESSO

Eu sempre valorizei, admirei, e me envaideci
pela oportunidade de, uma sem graça, lagarta
ter se transformado, numa aparente, borboleta

Não foi fácil, ter que viver essa metamorfose,
para conseguir ser um melhor ser num ser já
existente, numa variedade de cores, ser espelho

Então, eu pensei e tentei fazer valer a pena,
só não pensava que sem a proteção do casulo,
eu teria que viver, sobreviver às duras penas

Voei, sobrevoei, pairei pelos mais lindos jardins,
experimentei, me deliciei dos mais doces néctares,
nem pensei: Rosas são lindas, mas têm espinhos

E, alguns desses espinhos, minhas asas feriram,
e uma incrível vontade de retroceder ao casulo,
no intuito de reabilitar minhas asas, me invadiu.


Vannessa Adryanna